Tainá e Pedro Miguel: numa manhã de domingo

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“Que tu virias numa manhã de domingo, eu te anuncio nos sinos das catedrais. Tu vens, eu já escuto os teus sinais”. Foi assim que chegaste, filho. Depois de algumas intercorrências no final da gestação e antes do termo (faltando 3 dias). Estavas pronto e quiseste vir pra gente. Às 6 da manhã de um domingo, dia do Senhor, tão significativo pra nós, muito católicos. Senti a primeira contração forte. Os intervalos foram encurtando. Entramos em contato com a enfermeira Lili e a doula Thaís que vieram até em casa nos avaliar e acompanhar. Batimentos fortes e normais, João Miguel estava bem. Dor forte, mas tolerável. Massagens, chuveiro, todo cuidado da Thais, experiência da Lili e assim fomos esperando a dilatação. Seis centímetros, 11:30 da manhã, hora de ir ao hospital. Dra. Quésia, já à nossa espera, com a alegria e a segurança de sempre. Às 15hs, dra. Quésia decidiu romper a bolsa, pois a dilatação não havia avançado. Daí as contrações vieram, fortes, intensas e mais demoradas. Às 18hs, a equipe continuava lá do meu lado, me dando o apoio e me fazendo sentir acolhida e segura. Não estava sozinha.

Me ofereceram analgesia e por mais exausta que eu estivesse decidi segurar mais um pouco. Às 20hs, cheguei no meu limite e pedi pra chamarem o anestesista. A primeira dose só funcionou do lado esquerdo do corpo, tive que tomar outra. As dores amenizaram. Os 10 cm chegaram. Hora de fazer força. Mas como? Depois de mais de 12 horas, eu estava exausta! Mas tentava reunir toda a força que restava. Não conseguia, ele coroava e voltava. Dra. Quésia me perguntou se podia usar o vácuo pra me ajudar. Eu disse que sim.

Na segunda tentativa, tu vieste, às 23:09. Não conseguia te ver pela posição que estava, sentada no banquinho, em cima da cama. Vi o alívio e a alegria estampados no rosto do meu marido que não aguentava mais me ver naquela luta o dia inteiro e ao mesmo tempo o encantamento dele te olhando e dizendo: “nasceu, nasceu, ele chegou”! Me joguei pra trás. Um misto de sentimentos. Dra. Vívian, pediatra dele que estava coincidentemente de plantão, me explicou que tinha que pegá-lo pra fazer alguns procedimentos ali mesmo do meu lado e que logo me entregaria. E assim foi, vieste pro meu colo e eu só conseguia chorar. Tão pequeno, tão perfeito, tão forte! Dra. Vivian foi um anjo depois ventilando ele manualmente pra não precisar ir pra UTI. Deu certo! Não precisou de oxigênio, saturação 100% meu bebezinho é um guerreiro. E assim, pudemos ir os três pro quarto. Imensamente grata por tudo! Agradeço primeiramente a Deus, por me confiar esse filho Dele. À Virgem Santíssima, que sei, esteve ao meu lado me dando força e rogando por mim. À toda minha família e amigos pelas orações preciosíssimas. Meu marido, meus pais e minha irmã (mesmo distante) que sofreram junto comigo cada contração.


E à equipe do Instituto Villamil cuja intimidade e confiança foi sendo estabelecida ao longo do pré-natal (aqui destaco também a dra. Luciana, muito querida, que chegou mais tarde para recebê-lo). Elas que permaneceram conosco durante as 17 horas de trabalho de parto. Incansáveis. Mulheres fortes que ajudam outras mulheres no momento mais sublime de suas vidas. Estarão para sempre em minhas orações! Muito obrigada por tudo! Deus lhes recompense imensamente 🙏🏽

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