Nossa Beatriz chegou no dia 20/05/2022 às 01:09, pesando 2.430 kg e com 45cm. Nossa pequenininha chegou de cesárea, após uma indução difícil pra mamãe, mas em um parto muito respeitoso e cercado de muito amor!!
A gestação dela teve alguns desafios, logo com 20 semanas uma indicação de risco alto pra pré-eclâmpsia e, com 24 semanas, diagnóstico de CIUR (crescimento intra-uterino restrito). Ficamos sem chão, impotentes diante de um cenário com muito risco para ela e no qual poderíamos precisar induzir o parto até no máximo 37 semanas. Foram semanas de muita atenção, cuidado e oração. Deus foi muito bom pra gente, a ajudando a melhorar aos pouquinhos e nos permitindo seguir até 38 semanas.
No dia 19 tivemos um pequeno acidente de trânsito, e no dia 20 minha sogra sofreu um golpe bancário… sabe esses dias em que pensamos, “meu Deus, que onda de azar é essa”? Pois nesse mesmo dia, em que estávamos ‘fora de órbita’, seguimos pro Villamil pra fazer o nosso ultrassom semanal de rotina. Ao ouvir o som dos batimentos medindo o doppler da artéria uterina, eu percebi que tinha algo errado. Vínhamos fazendo esse exame semanalmente, e aquele som já era familiar pra mim, mas nesse dia algo estava diferente.
O médico nos falou que a pressão ali estava muito alta, o que nos colocava novamente no cenário de CIUR, portanto, ela precisava nascer.
Logo ligou pra Dra Ana que foi nos encontrar na clínica para conversarmos. A partir daí eu já comecei a ficar muito assustada, o meu corpo tremia da cabeça aos pés. Dra Ana chegou e, como sempre, nos acalentou com sua empatia e carinho… Chegou a hora dela nascer, vamos começar a induzir.
Ali mesmo ela descolou minha bolsa, ligou no MaterDei para organizarem nosso quarto, e nos orientou a seguir direto pra lá. Meus pais foram em casa buscar nossas coisas, amigos levaram os cachorros pro hotelzinho, começamos a avisar a todos que ela estava chegando. Chegando no hospital eu comecei a sentir leve contrações, bem tranquilas. Tomei um banho, comemos uma pizza, e quando Dra Ana chegou, estouramos a minha bolsa e começamos a ocitocina. Aí que eu comecei a sentir as contrações aumentando cada vez mais e eu, que desde o Villamil não parava de tremer de susto, fui ficando cada vez mais nervosa. Eu fiz todo o preparo para o parto normal, com todos os cursos possível, exercícios, tâmaras, fisioterapia pélvica, hypnobirthing… Antes de tudo acontecer eu me sentia super preparada, mas a avalanche de acontecimentos dos últimos dias, o susto do CIUR, tudo aquilo havia me tirado o foco e eu me senti muito insegura. Dra Ana, Thaís, Lili e André, meu marido, me davam todo o apoio possível, tentavam me acalmar, mas a cada contração eu ia ficando mais e mais aflita.
Eu não estava dilatando e seria preciso passar o balão para tentarmos o parto normal, mas eu sentia tanta dor que nem colocá-lo eu consegui. Na minha cabeça tinham se passado 1h, mas na verdade já eram mais de 4h naquele processo, nenhuma evolução na dilatação. Se passássemos o balão, poderíamos ficar muito mais tempo e eu me sentia esgotada. Dentro de mim estava lutando para continuar, mas na verdade meu coração me dizia que era hora de mudar o caminho. Eu não queria que ela chegasse de uma forma tão sofrida…
Na hora que decidi ir pra cesárea, me senti incapaz. Mas com o apoio de todos que estavam ali, esse sentimento foi passando e eu percebi que era como tinha que ser.
Quando abaixaram o pano e eu vi o rostinho da nossa filha, começando a abrir os olhinhos para o mundo, eu não tive dúvidas. Deus é bom o tempo todo!! Que emoção, indescritível!!! Papai cortou o cordão e ela veio pro meu colo, nunca vou esquecer esse sentimento, o melhor e mais profundo que existe, que amor infinito!!!
Dra Ana, vc é maravilhosa e não poderíamos ter escolhido médica mais especial para esse momento! Obrigada pela força e segurança que nos passou sempre, por ter trazido nossa pequenina ao mundo de uma forma tão gentil!
Obrigada por todo o apoio que me deram, as palavras de incentivo, o carinho.
André, obrigada pela nossa família, pelo presente de Deus que é a nossa Beatriz!
💞