No sábado dia 18/03, fizemos um churrasco aqui em casa, um churrasco de despedida da barriga! Toda família junta, vovó, vovô, Catarina e os dindinhos da Luiza.
Depois que todos foram embora e Dudu já estava dormindo, percebi as contrações… um pouco diferentes das contrações de treinamento que já estava sentindo há alguns dias.
As 23h resolvi deitar para dormir, já sabendo que Luiza estava chegando, achei melhor tentar descansar. Mandei msg no grupo da equipe, as contrações estavam ritmadas e doloridas, vinham de 8 em 8 minutos, mas achei que conseguiria descansar.
Mas quem disse que consegui dormir? As contrações estavam incomodando bastante para me deixar dormir e foram evoluindo bem rápido. As 3h da manhã as contrações já estavam de 5 em 5min e beeem doloridas.
Liguei pra Lili e pedi pra ela vir me avaliar e para vovó para ela vir ficar com o Dudu, que seguia dormindo tranquilo!
As 03:13 Heron mandou msg no grupo da equipe avisando que as contrações já estavam de 3 em 3 min… nesse momento eu já não conseguia mais mandar msg!
Vovó e Lili chegaram! Ufa! Relaxei mais ainda.
As me 03:30 Lili me avaliou, tudo certo com a Luiza e eu com colo fino e 6cm de dilatação.
Quesia tentando achar quarto pra mim no MaterDei! Mesmo com pré reserva da suíte não tinha disponível! É… não ia ser do jeito que planejei, mas sim do jeito da Luiza.
Fomos para o hospital, foram algumas contrações bem fortes dentro do carro. Chegamos lá por volta das 4h e fomos para o PPP do bloco cirúrgico… exatamente o mesmo quarto que o Dudu nasceu! Aí entendi a escolha da Luiza! Queria nascer no mesmo lugar que o irmão.
Enquanto enchiam a banheira, a Thais, com toda sua calma e delicadeza, me ajudou a passar pelas contrações fazendo massagens mágicas.
Já estava difícil encontrar posição confortável, fiquei de quatro apoios na cama, mas sentindo uma forte pressão no púbis. Quesia e Thais tentaram dar alívio com o rebozo, mas não adiantou tanto! Senti vontade de vomitar (igual no parto do Dudu 😥) mas dessa vez não vomitei! Ainda bem!
Piscina cheia! Entrei na água quentinha… que alívio! Mas durou pouco! Contrações muito doloridas e chegou o desespero… “não quero mais sentir essa dor!!”… repeti isso várias vezes.
Heron o tempo todo ao meu lado, me incentivando, me disse a palavra mágica “entrega”. Quesia pegou na minha mão e me lembrou que eu devia parar de pensar e lembrar que meu corpo sabia parir.
E aí lembrei das práticas de hipnoparto com a Monique e fui buscar entender o que aquela dor queria me dizer… e não era dor, era pressão no ânus! Pressão no ânus! Eu sei o que fazer! Respirar e empurrar! Luiza queria nascer naquele momento.
E então comecei a empurrar, e aí a dor sumiu! Não estava mais lutando contra a dor, mas sim aceitando ela e fazendo o que precisava ser feito.
Senti a Luiza descendo e fui percebendo ela coroando.
E aí lembrei da fisioterapia pélvica com a Júlia e fui controlando a força, para respeitar o meu períneo. Senti a cabecinha dela com as mãos e mais uma contração saiu a cabecinha inteira.
E então, as 04:54 do dia 19/03/2023, na contratação seguinte, saiu todo corpinho da Luiza! E ela foi amparada pelas mãos do papai, que colocou ela no meu colo… calminha sem choro, apenas um pequeno resmungo, pra tranquilizar a pediatra! E aí ela dormiu… e ficou dormindo por algum tempo no meu colo! Tão serena, tão cheirosa, tão perfeita! Num parto perfeito e delicioso! Um parto natural, na água, com períneo íntegro! E pra encerrar, papai cortou o cordão!
E a ocitocina, gente?? Essa droga poderosa!! Durante o expulsivo, achei que estava falando horrores, na minha mente, estava falando, narrando, pedindo calma pra mim mesma, falando o limite de empurrar pra não lacerar… maaaas depois, conversando com a Thaís ela me disse que não! Que eu não disse nenhuma palavra… a última coisa que eu disse foi que estava sentindo pressão no ânus e que depois até minha fisionomia mudou e que eu só fazia a respiração e empurrava, calada, concentrada!
É meu povo… a gente sabe parir!! E parir é maravilhoso!
Bora pro 3º, Heron?