Juliana e Isaque: parto natural após 30 horas

Parto Humanizado

A péssima experiência que tive com a cesariana no nascimento do meu primeiro filho, Samuel, só serviu para fortalecer a idéia de que, em uma próxima gestação, eu teria que conseguir vivenciar um parto natural, ou pelo menos o parto normal.

Cerca de dois anos depois que o Samuel nasceu, engravidei novamente… Deus nos presentearia com mais um menino e seu nome seria Isaque, que significa sorriso.

Eu pensava mil coisas! Será que dessa vez conseguiria realizar o sonho de passar pela experiência do parto natural?. Quando eu falava isso, as pessoas me achavam doida: “Como pode ter o sonho de passar por uma experiência que envolve tanta dor? Você é doida!”

Na verdade sentir dor nunca foi minha preocupação. Eu tinha era curiosidade em saber como era a tal dor das contrações e saber qual seria a minha reação a elas. O corpo humano é a mais perfeita criação de Deus e eu ficava imaginando como deveria ser espetacular tudo funcionando perfeitamente no momento da mulher dar a luz. Sem hormônios artificiais, sem indução de parto, sem corte de bisturi. Tudo funcionando como tinha feito o Criador. Eu tinha uma certeza: queria vivenciar aquela experiência! Eu queria parir, eu queria fazer a força sozinha, deixar a natureza comandar meu corpo, como acontecia há milhares de anos.

Então fiquei com aquilo no meu coração e sempre orava a Deus pedindo a Ele que no meu segundo filho tudo desse certo para que eu realizasse esse desejo de passar pela experiência do parto natural com o mínimo de intervenções possíveis.

Intervenções são quaisquer técnicas médicas utilizadas durante o parto. Quando utilizadas de maneira correta são bem vindas e garantem maior segurança para a mulher e para o bebê. Entretanto, quando são realizadas intervenções desnecessárias o parto pode ficar mais dolorido, com mais riscos e a chance de uma cesariana se fazer necessária também aumenta.

Comecei então a me preparar mas ao mesmo tempo estava em paz caso os planos de Deus fossem outros, como foi com o nascimento do Samuel. Mas, de uma coisa eu tinha certeza: faríamos tudo o que estivesse ao nosso alcance.

Decidimos que nosso segundo filho nasceria em Belo Horizonte, minha cidade natal.  Eu já sabia que lá tinha uma equipe incrível de profissionais que eram adeptos ao parto humanizado. Então marquei com a Dra. Quésia e comecei o meu acompanhamento pré natal.

Quando completei trinta e duas semanas fui definitivamente para Belo Horizonte. Eu e meu marido escrevemos um extenso plano de parto contendo tudo que gostaríamos que ocorresse durante o parto natural, que eram basicamente nenhuma intervenção em mim e nem no bebê. Estávamos todos preparadíssimos para que o Isaque tivesse a recepção mais acolhedora e respeitosa possível.

Em toda consulta eu perguntava para Dra. Quésia se o bebê estava virado, pois tinha medo que ele seguisse o mesmo caminho do meu primeiro filho e ficasse sentado.  Meu coração estava explodindo de ansiedade pelo que estava por vir, mas tentei me aquietar e esperar os sinais aparecerem de que estava chegando a hora do Isaque vir ao mundo. No tempo dele. No tempo de Deus. Sem agendar datas…Simplesmente esperar ele e meu corpo sinalizarem de que estavam prontos.

Até o fim da gravidez a maioria dos bebês dentro do útero assume a posição cefálica, isto é, de cabeça para baixo. Entretanto, três a 4 porcento dos bebês não fica de cabeça para baixo mas fica com as nádegas ou os pés para baixo, o que é chamado de “apresentação pélvica”, o que torna o parto natural mais difícil e arriscado.

Às seis horas da manhã de um domingo acordei para ir ao banheiro como de costume e percebi minha roupa molhada. Pensei “nossa será que fiz xixi nas calças?” De repente, já no banheiro, a bolsa estourou de vez e senti aquela “’água” quente escorrendo pelas minhas pernas. “Não, não pode ser! Eu estou com apenas 37 semanas e 1 dia! Normalmente os bebês não resolvem nascer com 39, 40 semanas!”.

A primeira reação que tive foi de ver se o líquido estava clarinho e sem cheiro forte e percebi que estava tudo ok! A emoção tomou conta de mim… estava chegando a hora! A gente fica imaginando como será, mas na hora fica meio perdida, sabe? É engraçado demais isso! Eu, chamei minha mãe, que estava dormindo, e mostrei para ela o aguaceiro no chão do banheiro. Ela logo me disse: “Sua bolsa estourou, minha filha! Ligue para a sua obstetra!”.

Liguei para minha obstetra, contei o que estava acontecendo e ela me disse “É hoje que vamos conhecer o Isaque!”. Ela nem faz idéia do arrepio que essa frase me deu  na hora. Logo em seguida já liguei pro Rodrigo que acordou todo assustado com a notícia. Imaginem… ele estava em SP e eu ligo contando que minha bolsa tinha estourado! Ele correu e comprou a primeira passagem que achou para Belo Horizonte.

Corri para arrumar algumas coisas que faltavam e fomos eu e minha mãe para o consultório, onde a Dra. Quésia iria me examinar. Eu não estava sentindo nada de contrações ainda.

Chegando lá ela, com toda calma do mundo, me examinou e viu que eu estava com 3 cm de dilatação. Fez ultrassom, viu que o bebê estava ótimo e me perguntou o que eu queria fazer: Voltar para a casa dos meus pais e só ir para o hospital quando estivesse com mais dilatação ou já ir para a maternidade e esperar o trabalho de parto natural evoluir lá mesmo, o que poderia ser rápido ou demorado. Decidi ir logo para a maternidade. Na hora optei por isso para poder me concentrar mais no momento, já que na casa dos meus pais o Samuel não me deixaria ficar por conta disso. Hoje, eu teria feito diferente, teria voltado pra casa e só iria para o hospital quando estivesse com contrações mais ritmadas (fica a dica!).

Fomos então para a suíte de parto. Este não é um simples quarto de hospital. É um quarto equipado com uma série de coisas para quem deseja ter um parto natural humanizado, como bola, banheira e banquinho de parto.

Aos poucos as contrações começaram a aparecer bem fraquinhas, assim como uma cólica bem leve. A única coisa que eu pensava naquele momento era que eu queria que meu marido chegasse logo. Tinha medo que não desse tempo dele chegar! Não via a hora de abraçá-lo. Havíamos conversado e esperado tanto por aquele dia!

Por volta das onze da manhã ele chegou. Me perdi em seu abraço e fiquei ali envolvida em seus braços por um bom tempo. Mas nada das contrações e da dilatação evoluírem de fato. Acho que no fundo a gente sempre acha que seremos surpreendidas com um trabalho de parto natural rápido, dilatar tudo logo ou ser um daqueles casos que a mulher não sente dor ou que o bebê “escorrega” nas mãos do obstetra. Mas a verdade é que com a maioria não é assim.  Confesso que quando me deparei com isso eu tive medo. Medo de acabar numa cesariana. Medo de não conseguir realizar meu sonho e me frustrar para sempre.

Este medo fez o meu trabalho de parto natural desacelerar várias vezes. As contrações começavam a ritmar e a ficar mais intensas e depois paravam e enfraqueciam. Daí a ansiedade chegou e eu fiquei extremamente “pra baixo”. As horas iam passando, a tensão e a ansiedade aumentando e as contrações ora ritmavam, ora desaceleravam.

Enfim a noite chegou. Tentei dormir para repor as energias, mas não consegui desligar e nem relaxar. Estava muito inquieta e cheguei a pedir para minha obstetra e a minha doula que saíssem da suíte de parto para que eu ficasse a sós com o Rodrigo. Queria namorar, ficar juntinho dele e também queríamos ter um tempo de oração a Deus.

Depois de algumas horas senti minha mente esvaziar de todo medo e, adivinhem? As contrações começaram a vir muuuuito mais intensas e a dor também. Eu fui para debaixo do chuveiro, usei a bola, marido fez massagem e tudo o que podia fazer para aliviar a dor que eu sentia naquele momento.

Era uma dor intensa, porém totalmente suportável, tipo uma cólica forte. Apesar da dor eu fiquei eufórica e contente por perceber que a coisa toda estava mudando! E comecei a me entregar pra valer ao momento. Lembro que me permiti gemer de dor e de me liberar mais nesse sentido e senti que isso me ajudou a me desprender e a me entregar ainda mais. Não, eu não gritei.  Em nenhum momento do parto natural eu gritei, mas chorei, gemi e me expressei de outras maneiras. O Rodrigo conta que eu apertava tanto as mãos dele que parecia que ia quebrar os dedos.

A coisa começou a evoluir de maneira tão intensa que o Rodrigo foi chamar a Dra. Quésia achando que já estava para nascer. E eu também acabava que minha dilatação já estava lá nas alturas. Ela chegou, me examinou e me disse que eu estava com apenas quatro centímetros de dilatação. Foi então que todo medo e ansiedade voltaram e o trabalho de parto desacelerou de novo. Parou, simplesmente parou.

Já eram umas quatro da manhã e eu chorei muito. A Dra. Quésia muito carinhosamente nos chamou para conversar e explicou que eu não poderia esperar mais muito tempo, pois minha bolsa já havia se rompido há muitas horas e havia risco de infecção para o bebê. Como eu já tinha tido uma cesariana anterior existiam algumas coisas que deveríamos ter mais cuidado (a cesariana significa que eu já tinha uma cicatriz no útero e por conta disso alguns cuidados eram requeridos).

Após muita conversa e dela nos explicar todas as opções que tínhamos, decidimos tentar dormir naquele restinho de madrugada e se o trabalho de parto natural não evoluísse até de manhã teríamos que tomar algumas providências e, se essas providências não funcionassem, acabaríamos numa cesariana.

Mas eu não consegui dormir. Chorei muito e fiquei ali deitada na cama conversando com Deus. Ele me acalmou. Ele me falou ao coração.

E amanheceu e junto com a manhã veio também a esperança e a paz dentro do meu coração. Mesmo tendo cochilado muito pouco — diferente do marido que apagou e dormiu igual pedra — tentei ficar deitada na cama daquela suíte de parto natural. Poupar energia e descansar o máximo seria importante seja qual fosse o desfecho daquele dia, afinal de contas mesmo se acabasse numa cesariana, eu teria muito o que cuidar do meu novo bebezinho.

Por volta das nove da manhã a Dra. Quésia me examinou e a dilatação não havia progredido. Como a cesariana era a opção que eu menos queria, decidimos então pela condução do parto com ocitocina medicamentosa e perto das dez horas foi colocado o acesso na minha veia.

A função da ocitocina no parto é promover as contrações uterinas, de forma ritmada, até que o bebê nasça. Quando a mulher entra em trabalho de parto natural, a ocitocina produzida pelo próprio corpo encarrega-se deste trabalho. Entretanto, quando o trabalho de parto está com uma evolução anormal o uso de ocitocina sintética na corrente sanguínea pode corrigir a evolução do trabalho de parto, fazendo com que o útero tenha contrações mais potentes e que o colo do útero se dilate.

Eu me lembro dela explicar que essa dosagem de ocitocina, para mim, teria que ser bem baixa, tipo um “cheirinho” de ocitocina mesmo, pelo fato de eu já ter uma cesárea prévia. Tudo teria que ser feito com muito cuidado e acompanhamento. Poucos minutos após o início do soro, as contrações já começaram a se fortalecer, a Dra. Quésia até brincou dizendo que foi psicológico, que nem tinha dado tempo fazer efeito.

Algum tempo se passou e ela me examinou novamente para ver como estava a dilatação. E então é que eu tive um dos momentos mais loucos daquele dia. Ela me examinou, olhou para mim e me disse exatamente assim: “Eu tenho duas notícias para te dar: uma boa e uma ruim”. “Aff” — Na mesma hora eu pensei — “Pronto, cesárea aqui vou eu…”

Ela, percebendo minha tristeza instantânea, já tratou logo de dizer: “A boa é que você está com sete centímetros de dilatação e a ruim é que, agora, de 7 a 10 centímetros de dilatação é quando você vai sentir mais dor.”

Minha doula sugeriu que eu me assentasse na bola e depois me levou para o banheiro onde fiquei na bola embaixo do chuveiro. Eu já tinha perdido a noção do espaço, do tempo, de tudo. Estava na famosa “partolândia”.

Tudo estava evoluindo de uma forma tão rápida, mas tão rápida, que eu só me lembro da equipe enchendo a banheira da suíte com água quente. Parece que deu um problema lá e a água não saia quente de jeito nenhum, então eu só via minha mãe, a doula e quem podia ajudar enchendo baldes e mais baldes do chuveiro e até do quarto vizinho para jogar na banheira! Contratamos uma fotógrafa maravilhosa, a Paula Beltrão, que discretamente registrava cada momento. Soube que até ela ajudou a encher a banheira no dia (obrigada Paula querida!).

Um pouco depois me ajudaram a caminhar até a banheira, que já estava cheia de água morna. As contrações vinham como que me rasgando por dentro e eu só conseguia chorar e gemer de dor.

Sinceramente, eu nem senti alívio da dor quando entrei na banheira, porque as contrações já estavam intensas demais! Meu marido, minha mãe, a Bel e a Dra. Quésia ficaram na borda da banheira me acalmando, me dando água para beber, colocando paninhos na minha testa e jogando água morna em alguns pontos do meu corpo.

Eu fiquei deitada na banheira de barriga pra cima e meu corpo estremecia inteiro! Tentaram me ajudar a mudar de posição e a ficar de cócoras ali na banheira mesmo, mas nessa hora não consegui nem me mover. A Dra. Quésia monitorava o batimento cardíaco do bebê o tempo todo para garantir que ele estava bem.

Eu, no auge da dor, e com uma voz bem fraca dizia o tempo todo “Deus me ajuda!”. Lembro de perguntar para a Dra. Quésia o tempo todo se ainda ia demorar muito.

Lembro também de implorar por anestesia mas eu já tinha colocado no meu plano de parto natural e avisado meu marido e minha mãe que isso poderia acontecer e eles já estavam orientados a me dar o máximo de força para não desistir, mesmo se eu pedisse.

Eles obedeceram e não me arrependo disso. Eu me lembro, inclusive, de falar para eles que eu estava voltando atrás com a minha palavra e que não precisavam mais me incentivar, porque eu queria mesmo a anestesia. Eu só fui desistir dela quando a Dra. Quésia me disse que, para tomar anestesia, eu teria que sair da banheira e ir até o bloco cirúrgico. Pensei “não consigo nem pegar um copo de água direito nas mãos, quanto mais sair da banheira e caminhar até o local da anestesia!”. E sim,  acreditem: pedi até para ir para a cesariana.  

Rodrigo estava o tempo todo comigo. Segurando a minha mão, fazendo carinho e me dando todo apoio. Eu não queria ficar longe dele! Como foi bom e de extrema importância tê-lo ali pertinho!

Num dado momento ouvi minha mãe, meu marido e minha obstetra na borda da banheira vibrarem ao ver a cabeça do bebê começando a coroar. Percebi a Dra Quésia colocando uma outra vestimenta, uma touca toda florida e umas luvas também.

Nessa altura do campeonato eu já estava totalmente cansada, pois não havia dormido nada e havia tido um pré parto bem cansativo, principalmente por causa de toda aquela pressão psicológica que estava dentro de mim.

O bebê coroava e voltava. Eu sentia que não conseguiria finalizar aquilo. Eu estava tão desesperada para aquilo acabar e ele nascer logo que eu fazia força mesmo quando estava sem contração. Eu já havia meio que perdido o sentido do corpo e me sentia muito, muito fraca.

Foi nesse momento que eles me falaram para tocar a cabecinha do bebê, eu toquei, mas não quis mais tocar porque percebia que ainda tinha muito para sair e que estava apenas no começo e aquilo me desesperava. Tinha que sair logo! Sabendo do meu desejo de parir minha mãe, o Rodrigo e Dra. Quésia continuavam a me incentivar com todas as forças.

A doutora sugeriu que eu ficasse em uma posição onde a gravidade ajudaria o bebê a nascer. Colocaram o banquinho de parto dentro da banheira e nesse momento tirei força de onde não tinha para me assentar nele. Sentei lá, com meu marido me apoiando e abraçando atrás. Tentaram me fazer ver tudo através do espelhinho mas não conseguia querer fazer nada que não fosse expulsar o bebê dali e trazê-lo para os meus braços.  Interessante como nesse momento do expulsivo as mulheres relatam soltar uns gemidos meio “primitivos” e esse era o som que eu fazia.

Eu fazia força desesperadamente. Em uma das forças senti a cabeça saindo e na contração seguinte o corpinho também. Senti o tal círculo de fogo e toda a queimação que falam, mas o que mais senti mesmo foi um grande alívio. Era muito bom!

O círculo de fogo é uma sensação que muitas mulheres têm no momento do nascimento do bebê. É causado pela distensão do períneo na hora que a cabecinha começa a passar pela saída da vagina. Parece com uma queimação em círculo, por isto o nome.

Assim que nasceu a Dra Quésia o pegou e o colocou imediatamente nos meus braços. Rodrigo colocou seus braços por baixo dos meus, como que me ajudando, e eu pude segurar meu bebê no colo. Momento para nunca mais esquecer. Seu corpo no meu, cheio de vérnix!

Vérnix é uma camada protetora esbranquiçada que cobre a pele do bebê recém-nascido.

Minha mãe dizia o tempo todo: Ju, vc conseguiu, minha guerreira! Eu a via chorar e também meu marido se emocionar. Foi um misto de emoções!

Olhei para aquela cena toda. Vi meu filho em meus braços então todo cansaço foi embora. Toda dor acabou. Tudo o que eu sentia era amor e emoção, puro amor, pura emoção.  Ficamos ali, nós três, por alguns minutos nos olhando, nos curtindo. Esperei tanto para ver aquele rostinho! Nesse momento o tempo parou. Foi divino! Família é algo divino demais!

De repente, com o coração cheio de gratidão a Deus, meus lábios se abriram e comecei a cantar! Cantei o trecho de duas canções. A primeira foi a música “Tenho um perfume”, que tive o prazer de gravar no CD do Clamor Pelas Nações. Ela diz: “Tenho um perfume que é só para ti é meu desejo minha adoração. Eu não posso mais resistir esse amor, que está dentro do meu coração. Recebe minha adoração!” A outra foi aquela música antiga do Asaph Borba, que diz: “Minh’alma engrandece ao Senhor, meu espírito se alegra em Deus, meu Salvador. Pois com poder tens feito grandes coisas e com misericórdia demonstrado amor”.

Eram 13:57 horas. Cerca de 30 horas depois que a minha bolsa rompeu eu estava com meu bebezinho no colo, adorando ao Deus da minha vida, abraçada pelo homem que eu amava e com o tão desejado sonho realizado. Eu estava feliz, muito feliz. Estava experimentando toda aquela enxurrada de hormônios do amor que eu tanto lia nos relatos de parto.

Ali mesmo na banheira eu pude amamentar o Isaque em sua primeira hora de vida e o papai babão cortou o cordão umbilical só após ele parar de pulsar.

Hoje depois de ter vivido aquele dia digo que faria tudo de novo. Mesmo com toda dor e demora tudo fica pequeno diante da experiência maravilhosa que é a de trazer um filho ao mundo. Empoderar-se e superar limites é um verdadeiro renascimento para a mulher.

 

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