Qual a diferença entre o baby blues e a depressão pós-parto?

Depressão pós-parto
A partir do momento que a mulher certifica-se da gravidez, tudo o mais em sua vida será diferente. O nascimento de uma criança é um acontecimento marcante que pode trazer muito crescimento pessoal. É uma experiência incomparável, que afeta as emoções e os sentimentos mais profundos.

Labilidade emocional e baby blues

Os primeiros dias que seguem o nascimento do bebê representam um período de transição e adaptação a uma nova realidade de vida. Este período é datado de momentos de grande fragilidade psíquica e física da mulher. Com o pico no 5º dia após o parto pode ocorrer um estado depressivo benigno e transitório chamado “baby blues” ou “pós-parto blues”. O baby blues é um estado de labilidade emocional que tem como sintomas o choro fácil, irritabilidade, ansiedade, cansaço e dificuldade para dormir e em geral estão relacionados a uma falta de confiança em si mesma que gera um sentimento de incapacidade na mulher. Este fenômeno do “baby blues” não é grave, é totalmente compreensível e desaparece por volta da segunda semana após o parto. Neste caso, não é necessário o uso de medicamentos, mas sim o amparo de pessoas que escutem esta nova mãe, sem julgamentos.

Como reconhecer a depressão pós parto?

O que caracteriza primeiramente a diferença do perfil psicológico do baby blues para a depressão pós-parto é a duração. O tempo aceitável do baby blues é de 15 dias após o parto, se passada a segunda semana os sintomas continuarem a evoluir, deve-se dar mais atenção a esta mulher. A depressão pós-parto normalmente é desencadeada pela mudança de papéis e da situação pessoal da mãe. Acontece logo  que o filho nasce e geralmente está limitada ao período específico entre os primeiros seis meses até um ano após o parto.

Sintomas da depressão pós-parto

Além de uma tristeza constante, na depressão pós-parto outros sintomas estão presentes. Sintomas comuns são:
  • Sentir-se inútil ou culpada sem motivo
  • Sentir que não é uma boa mãe
  • Sentir que não sabe cuidar do bebê
  • Sentir-se sobrecarregada
  • Pensar em morte ou suicídio
  • Distanciar-se da criança
  • Sentir-se rejeitada pela presença da criança

Quando procurar ajuda para uma depressão pós-parto

Algumas vezes a depressão pós-parto não é notada, pois muitas mães tentam escondê-la por vergonha, culpa ou medo. Em outros casos é necessário a intervenção e o suporte de alguém próximo que observe os sintomas característicos de uma depressão. É comum que a mulher esteja confusa com tantos sentimentos ambíguos e não consegue perceber que está precisando de ajuda. Por isto  um acompanhamento psicoterapêutico e médico são essenciais. Este cuidado é vital não só  para a saúde emocional  da mãe, mas também para a saúde do bebê e da família como um todo. Sabe-se que filhos de pais deprimidos tendem a sofrer mais de ansiedade, fobias e depressão. Por diferentes motivos, há mulheres que apresentam alguns sintomas depressivos ainda na gestação. Nestes casos deve procurar ajuda rapidamente. Desta forma haverá tempo de uma preparação e reflexão dos sentimentos em relação a si mesma. Além disto ela poderá se organizar  em relação à nova identidade e vida. Isto irá favorecer um fluxo equilibrado de emoção e comunicação entre mãe, pai e bebê.

Tratamento da depressão pós-parto

A depressão pós-parto tem cura e é de suma importância buscar ajuda especializada. Sentir-se culpada, envergonhada, abafar os sentimentos e sofrer em silêncio não fará com que o problema seja resolvido. Tomando os cuidados necessários, as novas mamães se surpreenderão com a descoberta da própria capacidade interna de amar seus filhos e a si mesmas. Desta forma, poderão  passar  de um período de escuridão para momentos de vivências iluminadas. Não ignorar as dificuldades é um passo imprescindível para superá-las.

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