Tratamento do coronavírus na amamentação

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Você tem dúvidas sobre o tratamento do coronavírus na amamentação ? Nesse texto iremos esclarecer todas elas.

A pandemia pelo coronavírus tem acometido milhares de pessoas ao redor do mundo, inclusive mulheres que estão amamentando seus bebês. Diante disso, surgem muitas dúvidas e a comunidade científica tem sido desafiada a respondê-las.

A mulher com coronavírus pode continuar amamentando?

Para essa pergunta, até o momento, há consenso entre os especialistas que manter o aleitamento materno é seguro! Não há nenhuma evidência de transmissão do coronavírus pelo leite materno. Contudo, alguns cuidados são necessários, afinal, a proximidade entre mãe e bebê durante a amamentação pode permitir a contaminação da criança por gotículas (e não pelo leite materno). Portanto, é fundamental que as mães façam uma higiene adequada das mãos e utilizem máscaras enquanto estiverem amamentando.

Como manter a produção o leite caso a mãe seja internada?

Tratamento-do-coronavirus-na-amamentacao-instituto-villamil-2Tratamento do coronavírus durante a amamentação

Uma outra situação possível é de algumas mães serem afastadas de seus filhos por necessidade de internação pelo coronavírus. Se essas mulheres estiverem em bom estado de saúde e desejarem continuar amamentando, devem ser encorajadas a extrair o leite (a extração mantém a produção!). Os cuidados serão os mesmos: higiene das mãos e do equipamento de extração e uso de máscara durante o bombeamento.

Tratamento para coronavírus e amamentação

Ao que tudo indica, o vírus não se transmite pelo leite materno.

Porém, e os medicamentos que a mãe utilizar para tratar a sua infecção, eles podem passar para o bebê através da amamentação? Logo, essa é certamente outra importante dúvida.

Antes de começarmos a respondê-la, é preciso esclarecer que até o momento, a ciência não apontou uma terapêutica eficaz para a prevenção nem para o tratamento da coronavírus, seja para formas leves ou para formas graves da doença.

Portanto, os dados a seguir são sobre a segurança do uso durante o aleitamento dos principais medicamentos que estão sendo pesquisados (e não sobre a eficácia deles para o tratamento da doença, ok?).

Vários são os grupos farmacológicos dos principais remédios pesquisados, dentre eles: antivirais, antimaláricos, corticoides, antibióticos e imunomoduladores. Na tabela, temos um resumo sobre cada um deles, algumas informações importantes e, na última coluna a sua classificação.

Tratamento-do-coronavirus-na-amamentacao-instituto-villamil-3Tratamento do coronavírus na amamentação

Tabela sobre os fármacos do tratamento do coronavírus na amamentação

FármacoObservaçõesClassificação para uso na amamentação
Cloroquina– Raros estudos com o uso de doses diárias.

– Quantidades pequenas excretadas no LM

Seguro
Hidroxicloroquina– Estudo com mulheres que usavam o fármaco há pelo menos 1 ano mostrou: a dosagem no leite foi variada, mas não se encontrou toxicidade
ocular ou anormalidades no crescimento dos lactentes
Seguro
Azitromicina (antibiótico)– Baixo nível no LM e não é esperado efeitos adversos no bebê

– Monitorar candidíase e diarreia

Seguro
Ivermectina (antiparasitário)– Pouco excretada no LM

– A concentração
ingerida pelo bebê é pequena e não são esperados efeitos adversos

Provavelmente seguro
Nitaxozanida (antiparasitário)– Até que mais
dados sejam publicados, um medicamento alternativo deve ser eleito
Provavelmente seguro (?)
Favipiravir (antiviral)– Sem informação sobre o uso durante a amamentação e a excreção no LM

– Caso seja usado, monitorar sintomas gastrointestinais, aumento de enzimas hepáticas e ácido úrico no bebê

Não classificado
Lopinavir– Considera-se que os lactentes
recebam concentrações insignificantes através da amamentação e sem efeitos adversos
Seguro
Oseltamivir– Concentrações consideradas extremamente baixas e sem efeitos adversos

– Recentemente aprovado para uso por mulheres amamentando pelo CDC

Seguro
Remdesivir– Sem artigos sobre sua excreção no LM

– Improvável a absorção pelo lactente via LM

Baixo risco
Ribavirina– Deve ser considerado compatível
com a amamentação para exposições de curto prazo, no
entanto, para ser usado com cautela em tratamentos de
longo prazo
Seguro (curto prazo)
Dexametasona (corticosteroide)– Não há dados publicados sobre a transferência para o LM. Estima-se que seja baixaProvavelmente seguro

Obs: risco de redução da produção láctea, principalmente
nas primeiras semanas após o parto

Metilprednisolona (corticosteroide)– baixas concentrações no LM, sem efeitos adversos
nos bebês amamentadosobs: aguardar 2 a 4 horas para a amamentação após
a administração endovenosa de altas doses
Compatível com amamentação
Interferon alfa (imunomoduldor)– Baixos níveis no LM, sendo improvável a ocorrência
de efeitos adversos no lactente
Compatível com amamentação
Interferon beta (imunomoduldor)– Considera-se que a transferência para o LM é, provavelmente, nulaCompatível com amamentação
Tocilizumab (imunomoduldor)– Baixa concentração no LM

– Maior possibilidade de absorção intestinal por recém-nascidos
e prematuros

Seguro

Legenda: LM = Leite Materno; Lactente = criança que se alimenta de leite materno;CDC= Center of Disease Control

 

A amamentação deve ser mantida durante o tratamento para coronavírus?

Pela tabela, observamos que os medicamentos atualmente pesquisados e, eventualmente, indicados para o tratamento da COVID-19 não são contraindicados na amamentação.

Portanto, é possível conciliar tratamento e aleitamento materno.  Entretanto, vale ressaltar que essa deve ser uma decisão da mulher, caso ela se sinta bem e segura para amamentar mesmo estando em tratamento para a sua infecção. E,claro, independentemente de sua decisão, apoio e encorajamento não podem faltar!

Obs: São inúmeros os riscos que o paciente corre ao se automedicar. Procure sempre o seu médico de confiança.

Para mais informações sobre amamentação, assista aos vídeos abaixo:

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