Durante a gestação, a maioria dos bebês ficam na posição cefálica ,ou seja, com cabecinha para baixo. Contudo, a apresentação pélvica ,que é quando o bebê fica “sentado”, ocorre em cerca de 30% das gestações até 28 semanas. Mas essa porcentagem reduz para 3 a 4% em torno de 37 semanas. Isso acontece, pois muitos bebês dão uma “cambalhota” nesse período. Ou seja, se o seu bebê está pélvico, ele tem grandes chances de se tornar cefálico, e você pode ajudar o seu bebê a virar !

O que eu posso fazer para ajudar o meu bebê a virar?
Existem algumas técnicas que podem ajudar o seu bebê a dar essa “cambalhota”, são elas:- Acupuntura
- Yoga
- Moxabustão: Essa é uma técnica de acupuntura térmica. Por meio de um bastão é feito uma combustão de ervas perto do dedinho do pé da gestante. Esse local está relacionado ao útero da mulher e , segundo estudiosos, esse calor provocado pelo bastão chaga até o útero deixando o bebê mais ativo e com mais tendência a virar na pelve da mãe.
- Spinning Babies: Esse método foi criado pela norte-americana Gail Tully. É baseado nos pilares: equilíbrio, gravidade e movimento. Assim, essa técnica consiste em exercícios que podem ser feitos em casa para ajudar o bebê a virar. Um deles é chamado de “inversão inclinada para frente”. Para realizá-lo a mulher fica de joelhos em um sofá e se apoia com os antebraços no chão, este exercício faz com o que o bebê se movimente no útero e então assuma apresentação cefálica na pelve materna.
Inversão inclinada para frente
O que eu posso fazer se ainda assim o meu bebê não virar?
Uma opção é a Versão Cefálica Externa (VCE), que é uma manobra de rotação externa do bebê por meio de movimentos manuais e de pressão no abdome da mãe, realizada por um obstetra. Esse procedimento é recomendado pela Organi zação Mundial de Saúde (OMS) e deve ser realizado em gestantes com cerca 36 semanas. Assim, funciona como uma tentativa de virar o bebê, sendo a chance de sucesso de uma VCE bem feita entre 25-75%. Contudo não é uma manobra livre de riscos, a taxa de complicações é de 1%, sendo as principais o descolamento de placenta, a rotura de bolsa amniótica e a compressão de cordão.