Parto na água é seguro?

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Quando conversamos sobre parto na água algumas perguntas são frequentes, como: todo parto humanizado tem que ser na água? É seguro? O bebê não vai se afogar? Não aumenta o risco de infecções? 

O parto na água ainda é incomum no Brasil. E são vários os motivos que podem explicar isso, entre eles o grande número de cesáreas realizadas no nosso país. Além disso, a falta de profissionais capacitados para essa assistência, a ausência de infraestrutura nas maternidades brasileiras, como também o medo dos futuros pais em viver algo desconhecido.

Todo parto humanizado é na água?

Não. É importante deixar claro que para ser humanizado um parto não precisa acontecer na água. Parto humanizado é aquele que respeita a mãe e o bebê, com decisões baseadas em evidências científicas. Mas sempre buscando a melhor experiência para os pais e seu filho recém-nascido.

Quais são os principais benefícios do parto na água?

O parto na água traz muito conforto para mãe, a sensação de leveza permite uma variedade de posições, causa relaxamento muscular, auxilia no período expulsivo e ameniza as dores causadas pelas contrações. Entre profissionais que trabalham com parto humanizado, é costume até falar em “aquadural”, uma analogia entre a água e a anestesia peridural, normalmente utilizada como analgesia de parto no alívio das contrações.

Foto: Daniela Djean

O parto na água é seguro?

Vários estudos já foram e ainda estão sendo realizados sobre o assunto, mas a conclusão de grande parte deles é que o nascimento na água é seguro! De acordo com a Cochrane, que reúne resultados de vários estudos científicos, não há evidências de que a imersão em água durante o trabalho de parto aumente o risco de eventos adversos para o bebê ou a mulher. Ao mesmo tempo, estudos já mostraram que a taxa de hemorragia pós-parto e o número de bebês que necessitaram ir para a UTI é semelhante nas mulheres que tiveram partos dessa forma ou não.

Foto: Daniela Djean

No parto na água o bebê pode se afogar?

Não. Na face do bebê existem receptores nervosos que transmitem ao cérebro a informação sobre sua situação na barriga de sua mãe. Assim, enquanto ele estiver embaixo d’água, há um estímulo que fecha a laringe e impede a aspiração da água, mantendo o transporte do oxigênio via cordão umbilical. Dessa forma, o bebê mantém a respiração pelo cordão e os pulmões somente são abertos após a saída da água. Além disso, água morna simula o ambiente da bolsa amniótica, onde o bebê passou toda a gestação, fazendo com que a transição para o meio externo seja mais suave.

No parto na água existe o risco de infecção? 

No geral, o risco de infecções não se altera. Para isso, é importante que medidas de higiene sejam adequadamente tomadas. A água utilizada deve ser tratada, do chuveiro ou da torneira, e a banheira deve ser simples, com um único ponto de escoamento, evitando as banheiras de hidromassagem. Para banheiras infláveis, poder ser usado uma lona descartável própria. Em relação à contaminação por manobras invasivas (como toques vaginais e rotura artificial de bolsa amniótica), o risco é reduzido já que nos partos na água a taxa dessas intervenções também é menor.

Veja o vídeo do nascimento do Arthur, que nasceu na água assistido pela equipe da Villa:

Lembrando que os partos realizados na banheira, a vigilância do bem-estar do bebê é feita da mesma forma que nos partos convencionais. Além disso, é importante ressaltar que em alguns casos não é possível o nascimento na água, como em gestações de alto risco, partos prematuros (que acontecem antes das 37 semanas), em casos de mecônio após rotura de bolsa amniótica ou febre materna durante o trabalho de parto, entre outras.

Saiba mais:

– Parto na Água: Por que escolher?

Relato de parto da Isabela Duarte, mamãe da Villa

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