Toda gestante ou tentante se interessa por conhecer a fundo as várias teorias relacionadas à maternidade e à amamentação. Em meio a esse universo, diversas palavras e expressões são uma novidade. Dentre elas está: APOJADURA.
Você sabe o que é? Vamos conversar um pouco sobre ela e saber do que se trata.
Quando vemos uma mãe amamentando, não imaginamos a complexidade e os desafios que esse ato carrega. A amamentação é romantizada por todos, mas os relatos das mães são de que é um processo difícil no início, já que se trata de um aprendizado para a mãe e para o bebê. Além disso, pode ser um processo doloroso por diversos motivos e um deles é a apojadura.
Conhecido popularmente como “descida do leite”, a apojadura é um processo natural em resposta ao nascimento do bebê para preparar a mama para o aumento da produção do leite. Nas primeiras 48 ou 72 horas, normalmente há um pequeno fluxo de leite, em forma de gotas, que de maneira geral é suficiente para sustentar o bebê recém-chegado.
Em circunstâncias normais, entre o 3º e o 5º dia após o parto, acontece esse momento tão esperado. O aumento de tamanho e temperatura, e endurecimento dos seios, a sensação de peso, uma pequena vermelhidão e em alguns casos dor, tremores, calafrios e um leve desconforto, são sinais claros de que a apojadura se aproxima.
Apojadura tardia

Vários fatores ligados à mãe, outros ao bebê, e outros ainda a situações relacionadas às circunstâncias do parto podem tornar o momento da apojadura mais tardio. Conheça alguns deles:
Mãe:
- hipotireoidismo ou diabetes;
- mamoplastia prévia;
Bebê:
- prematuridade;
- sucção ineficiente;
Circunstâncias:
- cesariana eletiva;
- alojamento separado na maternidade;
- parto prematuro;
Geralmente, nas horas que antecedem a descida do leite, os seios ficam mais duros e as dificuldades em amamentar se acentuam. Podem ocorrer ainda fissuras, o ingurgitamento que é o acúmulo de leite nas mamas e em casos extremos, as mastites. Sendo assim, é necessário que a mãe esteja atenta e dedique aos seios e, principalmente aos mamilos, cuidados especiais.
Insistir na amamentação, e realiza-la sob o regime de livre demanda, vão ajudar a fazer com que a apojadura aconteça mais rapidamente. Outra dica importante, é oferecer o seio ao bebê na primeira hora após o nascimento. É um estímulo fundamental, inclusive, para uma futura amamentação de sucesso.
A apojadura tem relação com o colostro?

O colostro é o primeiro leite produzido após a apojadura. Ele é popularmente conhecido como a primeira vacina para o bebê, devido ao fato de possuir inúmeros anticorpos, e por isso tem o importante papel de proteger o recém-nascido. Essas características permanecem no leite materno de forma mais expressiva até o 7º dia pós-parto.
Assim, se o bebê mostrar interesse em mamar, a mãe deve preferir um ambiente agradável e acolhedor, e adotar uma posição confortável, para que o bebê possa fazer uma pega eficaz e consequentemente um melhor aproveitamento do colostro.
Vale insistir que a livre demanda é a sua maior aliada. Deixar que o bebê mame sempre que quiser, vai te ajudar a evitar complicações e diminuir o desconforto. Ofereça o peito várias vezes. O momento de estabelecer a rotina chegará e com certeza não é agora.
Quais cuidados devo tomar nesse período?

Os primeiros dias na maioria das vezes são bastante complicados devido ao grande número de informações e novidades. Porém, com o passar dos dias, a mãe começa a interpretar os sinais de fome do bebê (como gemidos, lambida na mão e agitação), e os momentos de amamentação tendem a se tornar cada vez melhores.
Por isso é essencial que a mãe procure a ajuda de um profissional qualificado para dar orientações da pega correta do bebê, da melhor posição para amamentar, o que é aconselhável ou não que seja realizado, além de solucionar desafios particulares de cada nova mamãe e bebê.
A apojadura causa alguns desconfortos e o inchaço das mamas podendo gerar dificuldade para o bebê realizar a pega correta, e aumentando a chance de traumas mamilares. Por isso preparamos algumas dicas para amenizar esses sintomas e tornar o processo mais agradável:
– Realizar amamentação em livre demanda, a sucção é um ótimo aliado na apojadura;
– Massagear com a mão espalmada em movimentos circulares, ao redor dos mamilos para facilitar a pega do bebê e a saída do leite;
– Ordenhar antes de colocar o bebê para sugar, fará aliviar a pressão interna;
Por último, mas não menos importante, é essencial que as mães, principalmente as de “primeira viagem”, procurem um aconselhamento em amamentação o quanto antes, se sentir que precisa de ajuda.
Informações de qualidade e uma rede de apoio eficiente, trarão à mãe segurança e tranquilidade para atravessar o processo natural da apojadura que tem a duração de apenas poucos dias, além de ajudar a perceber, sentir e desfrutar dos benefícios e das boas sensações que o ato de amamentar pode proporcionar.
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