Débora e Marina: VBAC na água

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Durante esta gestação, senti em muitos momentos meu corpo se preparando para o parto fisiológico, natural! 

Meus ossos da bacia se abriam lentamente com o avançar dos meses. Embora eu desejasse o parto natural e humanizado, tentava não idealizar a via de parto, com certo receio de me frustrar diante de uma cesariana necessária, uma vez que em minha primeira gestação, foi a opção escolhida para segurança do meu filho, após horas de trabalho de parto com parada de progressão
e estado fetal não tranquilizador.

No dia 13/08/2020, fiz meu último ultrassom que confirmou que tudo estava bem com a Marininha, com adequado percentil para idade gestacional. Neste mesmo dia, meu tampão mucoso, com uma leve rajadinha de sangue, começou a sair. Eu tinha muita convicção que o grande dia se aproximava.  

Na sexta-feira, dia 14/08/2020, comecei a sentir contrações curtas, espaçadas e com intensidade moderada. Talvez umas 3 por hora. Após 20:30 elas começaram a vir em intervalos menores, até chegar em 5 minutos de intervalo entre uma e outra. Decidi acionar a enfermeira obstétrica, Liliane Cunha, que prontamente se dirigiu à nossa casa, para monitorar os batimentos cardíacos. Após rompimento da bolsa, ela verificou que eu já estava com 8cm de dilatação. As contrações ficaram muito intensas e decidimos ir imediatamente ao hospital, por volta de 01:30 do dia 15/08/2020.
Meu esposo dirigiu nosso carro rapidamente à maternidade Neocenter. Neste momento pensamos na possibilidade dela nascer no carro.

  Chegamos e eu mal conseguia andar, tamanha a dor das contrações. Fomos recebidos pela Dra. Quésia Villamil, nossa obstetra do coração; Lena, nossa doula e lembro rapidamente de ter visto o rostinho da Andressa Casseti (Felice Filmes). Fomos para o bloco cirúrgico, onde uma banheira já era preparada para nós. Eu sentia puxos em várias contrações. Dra. Quésia utilizou músicas de relaxamento e áudios de hypnobirthing que me conectavam com aquele momento mágico de ocitocina. Lena e Lili me orientavam quanto ao que eu poderia fazer. 

 

Meu esposo me apoiava, dizendo palavras de afirmação. Ele estava ali, inteiramente comigo e por nós. E a cada dor intensa, gritos e gemidos, tentativas de técnicas de respiração, eu me aproximava do momento do encontro com nossa princesa. 

Antes da cabecinha dela coroar, eu pude apalpá-la, e logo imaginei que dali a pouco tempo estaria com ela em meus braços. Fiz força o quanto consegui, e após sua cabecinha sair, sabia que logo o corpinho deslizaria, o que ocorreu minutos depois.  Papai a pegou pelos braços e colocou-a sobre meu abdômen e ali, por alguns instantes, eu olhava apaixonadamente pra ela, uma bebê linda e calminha, com seus 3.646 kg de pura gostosura, 49,5 cm de altura, às 02:58. Choramos intensamente. 

Naquele momento, com o coração grato a Deus e em êxtase, eu olhei pra Quésia, peguei sua mão e disse: “Conseguimos!” Embora a mulher seja a protagonista do seu parto, eu sabia que cada um desempenhava o seu maravilhoso papel, num trabalho coordenado em equipe, na busca de um sonho, adormecido dentro de mim e possibilitado por um Deus que efetua em nós tanto o querer, como o realizar. Aguardamos a dequitação da placenta. Foram necessários alguns pontinhos porque tive uma pequena laceração. 

E ali, entre lágrimas e sorrisos de alegria, celebramos a chegada da nossa doce Marina, com direito à chocolate, músicas de celebração ao Autor da Vida e muito, muito amor!

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