O ferro é um elemento essencial para o crescimento e o desenvolvimento das crianças. A falta desse nutriente pode levar ao desenvolvimento da anemia ferropriva, um problema com consequências graves à saúde. Por esse motivo, a Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda a suplementação com ferro dos 3 meses aos 24 meses de idade.
A recomendação de suplementação com ferro contempla os 2 primeiros anos de vida do bebê, já que esse é um período considerado de grande risco para anemia. Mas por quê? O risco para anemia até essa idade é explicado pela intensa velocidade de crescimento e, consequentemente, maior necessidade de ferro por kg de peso corporal.
Quando o bebê deve começar a tomar ferro?
Os bebês saudáveis nascidos em idade gestacional de 37 a 42 semanas recebem ferro de suas mães ao longo do terceiro trimestre de gestação. No entanto, essa reserva dura somente os primeiros seis meses após o nascimento do bebê e a sua fonte de nutrientes, que é o leite materno, contém pouco ferro.
Dessa forma, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria, a suplementação profilática com ferro deve ser iniciada em todos os bebês a termo a partir dos 3 meses de idade até os 24 meses independente do regime de aleitamento. Porém, os bebês prematuros, pré-termos ou com baixo peso ao nascer devem receber a suplementação a partir do primeiro mês de vida até os 24 meses.
Quais são os alimentos ricos em ferro?

Além da suplementação, os bebês e as crianças devem obter o ferro através de uma dieta equilibrada e saudável. Por isso, é essencial que desde a introdução alimentar sejam ofertados todos os grupos alimentares, garantindo assim o suprimento de todos os nutrientes necessários ao crescimento e desenvolvimento da criança.
Entre os alimentos com alto teor de ferro, podemos listar as Carnes vermelhas, por exemplo: carne bovina e fígado. Além disso, feijão, ovos, ameixas secas, cereais e vegetais de folhas verdes escuro, como: couve, agrião, brócolis e espinafre.
O que a deficiência de ferro pode causar?
O ferro é importante para o sistema imunológico. Dessa forma, além da anemia ferropriva, as crianças que não recebem o aporte nutricional adequado ou a suplementação com ferro, podem fica mais sujeitas a ter gripes, resfriados e infecções.
Além disso, a escassez de ferro no organismo pode gerar falta de ar, falta de apetite, taquicardia, alterações no sono, palidez na pele, mucosas das pálpebras e gengivas descoradas, distúrbios no crescimento, fraqueza muscular, problemas de aprendizagem e habilidades motoras atrasadas.
Efeitos colaterais da Suplementação com Ferro
Os suplementos de ferro, principalmente o Sulfato Ferroso, podem gerar desconfortos gastrointestinais. Isso significa que ele pode causar alterações no estômago e intestino, levando a prisão de ventre e ao escurecimento das fezes. É válido destacar que os suplementos com base em Glicinato Férrico apresentam maior tolerância gastrointestinal.
É indicado que o suplemento de ferro seja ingerido com o estômago vazio, antes de uma refeição, porque dessa forma é mais bem absorvido. Porém, administrar depois de uma refeição em bebês pode ajudar nas perturbações no estômago.
Mas, o que poucas pessoas sabem é que a ingestão de ferro em excesso pode levar a sérios problemas de saúde. Por isso, a suplementação com ferro sempre deve ser prescrita por um médico após uma consulta detalhada com o bebê e a família.
É possível aumentar a absorção de Ferro do bebê?
A vitamina C, ácido ascórbico, permite uma maior absorção do ferro pelo nosso organismo. No caso de bebês e crianças, o médico pediatra pode prescrever o uso contínuo dessa vitamina em gotas. Mas, a vitamina C por ser facilmente substituída por frutas ou sucos naturais, como: laranja, acerola, limão e caju.
Bebês que precisam de maior atenção quanto à falta de ferro
Alguns bebês possuem maior fragilidade e debilitação do sistema imunológico, entre eles estão:
- Prematuridade– isso porque os bebês recebem a maioria das reservas de ferro da mãe durante o último trimestre da gravidez.
- Introdução alimentar antes dos 6 meses– pesquisas apontaram que os bebês amamentados exclusivamente até os 6 meses apresentaram níveis maiores de hemoglobina do que bebês que, além de leite materno, recebem alimentos sólidos antes de seis meses.
- Baixo peso ao nascer – esses bebês tendem a ter reservas de ferro reduzidas no nascimento e, por isso, precisar de suplementação de ferro adicional mais cedo.
- Consumo de leite de vaca e laticínios durante o primeiro ano de vida– o cálcio contido no leite de vaca e em seus derivados inibem a absorção do ferro.