As crianças representam um grupo de grande vulnerabilidade para deficiência de Vitamina D. Isso se deve ao rápido crescimento e desenvolvimento, principalmente nos primeiros 1.000 dias de vida, que incluem o período da gestação e os dois primeiros anos.
A vitamina D é um precursor hormonal, ou seja, ela ativa a liberação de substâncias no organismo. Essa vitamina é adquirida, principalmente, através da exposição solar e é amplamente conhecida pela formação e saúde dos ossos.
Mas, além da absorção e regulação do Cálcio, substância envolvida no desenvolvimento ósseo, a Vitamina D está associada ao bom funcionamento dos sistemas imunológico, muscular, cardiovascular, respiratório e endócrino.
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O que a falta de Vitamina D pode causar na saúde?
A falta de Vitamina D é, muitas vezes, não apresenta sintomas. Mas quando persiste por longos períodos pode levar a um quadro grave de enfraquecimento dos ossos (osteomalácia) e de raquitismo, com as alterações ósseas, atraso do crescimento e desenvolvimento motor, irritabilidade, suor excessivo e atraso no nascimento dos dentes.
Porém, estudos apontam que a essa Vitamina também pode estar envolvida com diversos outros processos fisiológicos além da estrutura óssea. Assim, a hipovitaminose D pode estar associada à diabetes, asma, dermatite atópica, alergia alimentar, doença inflamatória intestinal e até artrite reumatóide.
Como é feita a Suplementação de Vitamina D na infância?
A Suplementação de Vitamina D, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Academia Americana de Pediatria (AAP), deve ser iniciada logo após o nascimento para todas as crianças a termo independente da alimentação, oferecida uma vez ao dia até os 24 meses.
Já para os bebês prematuros, a suplementação deve ter início quando o peso da criança for superior a 1.500 gramas e houver tolerância à ingestão oral até os 24 meses. No caso das crianças maiores, o suprimento de Vitamina D meio de dieta, exposição solar e/ou suplementação mediante avaliação médica.
Além disso, as crianças com fatores de risco para hipovitaminose D devem receber suplementação pelo período em que esse risco estiver presente. Por fim, as crianças saudáveis, sem fatores de risco, e que tenham limitada exposição ao sol, devem ter a suplementação avaliada individualmente.
Como é possível adquirir Vitamina D naturalmente na infância?
A grande parte da vitamina D é adquirida pelo organismo após exposição solar aos raios ultravioleta. Mas a vitamina também pode ser encontrada em fontes alimentares, como: salmão, sardinha, atum, óleo de fígado de bacalhau. Porém, vale lembrar que a suplementação continua sendo essencial para crianças abaixo de 12 meses e que possuam fatores de risco.

Quais os fatores de risco para baixa de Vitamina D na infância?
Alguns grupos de crianças podem ser mais suscetíveis a hipovitaminose, ou seja, elas são consideradas grupos de risco para a hipovitaminose D. Entre esses fatores estão: a prematuridade, a falta de suplementação de vitamina D para bebês em aleitamento materno exclusivo ou com ingestão de fórmula e a exposição solar inadequada.
Além disso, existem fatores ambientais envolvidos, como: locais com altas altitudes ou com temperaturas frias por longos períodos. As síndromes de má absorção, a obesidade e a hiperpigmentação da pele são fatores fisiológicos que também devem ser considerados.

A deficiência de vitamina D é um dos distúrbios mais frequentes em todo o mundo. Por esse motivo é importante que as crianças sejam estimuladas à prática de atividades ao ar livre e ao consumo regular de alimentos fonte de vitamina D.
Porém, é importante lembrar que a exposição ao sol deve ser feita de maneira responsável, em horário adequado, antes das 10h e após as 16h. Isso porque, a exposição solar gera o risco de queimaduras, lesões oculares e doenças de pele, entre as mais perigosas o câncer.