A reserva ovariana é a quantidade de folículos presentes no ovário feminino. Portanto, ela define a capacidade que a mulher tem de engravidar com seus próprios óvulos. Entretanto, adiar a gravidez tem sido cada vez mais frequente.
Assim, com as conquistas das mulheres no mercado de trabalho, a independência financeira, a formação de uma família passou a ocupar outras fases da vida.
Portanto, quando se deseja engravidar tardiamente, é importante considerar alguns fatores, entre eles a reserva ovariana.
O que é a reserva ovariana ?
Primeiramente, a reserva ovariana é a quantidade de folículos presentes no ovário feminino. Assim, cada mulher nasce com uma quantidade já definida de folículos primordiais, e a cada ovulação (ciclo menstrual), são liberados na forma de óocitos. Ademais, os óocitos são as células germinativas, ou seja, são elas que possibilitam que haja a fecundação com o espermatozoide e a gestação.
A reserva ovariana é a quantidade de folículos presentes no ovário feminino. Cada mulher nasce com uma quantidade já definida de folículos primordiais, e a cada ovulação, são liberados na forma de óocitos.
Conclui-se, portanto, que essa quantidade de folículos, e consequentemente de óocitos, declina com a idade em todas as mulheres, em especial após os 35 anos. Ademais, estima-se que uma mulher nasça com aproximadamente 2 milhões de folículos e chegue à adolescência com menos da metade dessa quantidade. Portanto, com o avanço na idade reprodutiva, essas células sofrem alterações na forma e organização que se manifestam com alterações no ciclo menstrual, no perfil hormonal e na fertilidade, até chegar na menopausa. Esse processo é natural e é conhecido como atresia folicular.
Quando investigar a reserva ovariana ?
Existem muitas controversas relativas sobre como mediar a reserva ovariana. Muitos ginecologistas costumam solicitar a pacientes que estão planejando a gestação um exame de sangue que mede o hormônio folículo-estimulante (FSH). Esse hormônio é fundamental para o crescimento e amadurecimento dos folículos ovarianos, sendo que muitos médicos se baseiam nesse indicador para definir o potencial fértil da mulher.
Entendendo o conceito de reserva ovariana percebemos a sua importância, considerando que a presença de folículos viáveis é essencial para a fecundação. Então, quando investigar essa reserva?
Esses exames estão indicados para mulheres que têm o desejo de engravidar e possuem idade superior a 35 anos e mulheres que apresentam dificuldades na concepção. Nesse último caso, pacientes inférteis que serão submetidas a técnicas de reprodução assistida se beneficiam muito da realização de tais.
Qual a importância de se avaliar a reserva ovariana?
Vale ressaltar, que essa avaliação não pode ser um parâmetro para inferência do futuro reprodutivo, considerando que exames de reserva ovariana diminuída não implicam na incapacidade de conceber, bem como testes normais não necessariamente garantem o seu sucesso. Por esse motivo, a avaliação de reserva ovariana não deve ser um exame de rotina para mulheres jovens sem prole definida e sim um exame com indicação específica.
O melhor marcador da reserva ovariana é o exame antimulleriano (HAM). Com ele é possível fazer a quantidade correta dessa reserva e ajudar o médico a identificar o que tem causado a infertilidade feminina. Além da baixa reserva ovariana, algumas mulheres recebem diagnóstico de menopausa precoce, sendo que ambas as condições impedem a concepção de forma natural.
A contagem dos folículos Antrais (CFA) também colabora nessa análise aprofundada da reserva feminina, sendo que o exame antimulleriano e o CFA são os exames mais precisos na atualidade.
Esses exames estão indicados para mulheres que têm o desejo de engravidar e possuem idade superior a 35 anos e mulheres que apresentam dificuldades na concepção.
Como é o exame de reserva ovariana?
Exames para avaliar a reserva ovariana podem ser feitos por meio de coleta de sangue.
Para avaliar a reserva ovariana de uma mulher nos valemos de vários testes diagnósticos. Porém, sabemos que a idade é o maior fator preditivo quando se trata dessa reserva folicular sendo este, um componente importante na avaliação. A maioria das mulheres atinge o período da menopausa aproximadamente aos 50 anos, porém a fertilidade começa a declinar de modo significativo mais de uma década antes, aos 35, se intensificando mais após os 38 anos.
Os exames clínicos que auxiliam nessa investigação são muitos, mas, os de principal uso na prática clínica e que apresentam as melhores evidências são: dosagem do Hormônio Folículo Estimulante (FSH), Hormônio Anti-Mulleriano (AMH) e a contagem de folículos antrais (CFA).
Quais tipos de exame para descobrir a reserva ovariana?
Dosagem de FSH:
O FSH é um hormônio produzido e secretado pela hipófise que tem como principal função nas mulheres recrutar folículos e promover seu crescimento. Usualmente, a dosagem desse hormônio entre o terceiro e quinto dia do ciclo é o teste mais comum para avaliar a função ovariana.
Entretanto, o grande problema desse marcador está na grande variabilidade que pode apresentar entre ciclos e até em uma mesma amostra, de forma que pode não propiciar uma ideia exata da condição ovariana, sendo um marcador indireto dessa função.
Dosagem de AMH:
o hormônio anti-mulleriano é um hormônio que, ao contrário da maioria dos marcadores de reserva folicular, tem produção exclusiva pelo ovário. A produção de AMH é baixa ao nascimento e atinge seu nível máximo após a puberdade. Na fase adulta seus níveis permanecem constantes até sua progressiva diminuição, que acompanha o decréscimo da reserva ovariana, podendo não ser detectável na menopausa.
Esse marcador é um dos mais precoces para identificar a diminuição das reservas foliculares, em contraposição com os níveis de FSH que só apresentam alterações importantes quando os ciclos menstruais forem irregulares.

Contagem de folículos antrais:
O exame de CFA consiste na contagem do número de folículos ovarianos, de tamanhos entre 2-10 mm, nos dois ovários, por meio de exame de ultrassonografia transvaginal. Sabe-se que contagens baixas estão relacionadas a baixa resposta ovariana.
Esse exame tem diversas vantagens como resultado imediato e pouca variação nos achados entre ciclos e entre profissionais observadores diferentes.
Por fim, é importante que a mulher que deseja engravidar e possua as indicações para a realização da avaliação da reserva ovariana, tenha o apoio de uma equipe profissional de qualidade, que conheça bem sobre cada um dos marcadores e suas limitações. E então, dessa forma, possam ser norteados os melhores caminhos para a concepção.
Avaliar a reserva ovariana é um dos pontos chave para nortear os melhores caminhos para concepções em mulheres em idade mais avançada ou que possuem dificuldade para engravidar.
Outros métodos preditores
Devido a precisão limitada dos testes que se utiliza até então, um novo método que estabeleça a reserva ovariana real foi buscado. Na Itália, um estudo combinou parâmetros clínicos, bioquímicos e 3D-ultrassonográficos para quantificar a reserva ovariana.
O método baseia-se em um modelo estatístico que combina as medidas de hormônio anti-Mulleriano, hormônio folículo-estimulante (FSH), estradiol, a contagem 3D de folículos antrais, volume ovariano, índice vascular e índice de fluxo entre os dias 1 e 4 do ciclo menstrual em uma equação denominada OvAge . Ainda que seja necessária uma validação clínica, os dados encontrados indicam alta precisão estatística de modelo e potencial utilidade prática na quantificação da reserva ovariana.
Como interpretar o resultado do exame de reserva ovariana?
Mede-se a qualidade da reserva ovariana com base na idade da mulher. Por mais que o resultado do exame indique que a reserva está normal para a idade, essa mulher pode apresentar dificuldades em engravidar.
O mesmo ocorre com mulheres que tem baixa reserva ovariana e com o auxílio da reprodução humana assistida realizam o sonho da maternidade. Ademais, é importante se atentar a essa reserva, em especial as mulheres que estão na casa dos 35 anos. A mulher pode querer postergar a gestação, sendo fundamental ela verificar a reserva e se possível optar pela preservação da fertilidade por meio do congelamento de óvulos.
Entretanto, é importante ressaltar que nada substitui uma consulta. Visite o seu médico!