Trabalho de parto: o que acontece nesse processo?

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O parto é um rito de passagem para a mulher, o momento em que ela se conecta com seu interior e dá à luz um ser humano que agora dependerá inteiramente dela. Apesar de ser um processo fisiológico, muitas mulheres tem medo do parto normal. E esse medo se torna ainda maior quando a mulher não sabe exatamente o que irá acontecer durante esse processo. 

É extremamente importante que tanto a mulher quanto o seu parceiro (a), ou pessoa que estará presente durante o nascimento, saiba reconhecer o trabalho de parto e suas fases. O parto pode ser dividido em quatro estágios. Vamos conhecer um pouco deles!

trabalho-de-parto-instituto-villamil-1É importante que tanto a mulher quanto o seu parceiro(a), ou pessoa que estará presente durante o nascimento, saiba reconhecer o trabalho de parto e suas fases.

PRIMEIRO ESTÁGIO DO TRABALHO DE PARTO: 

Pródomos: 

Os pródomos podem durar horas, dias ou até semanas! A mulher começa a sentir as primeiras contrações (o endurecimento da barriga) dolorosas. Porém, nesse momento, elas ainda são muito espaçadas e irregulares. Também pode ocorrer a saída do tampão mucoso (é uma secreção semelhante a um catarro, que pode ter algumas raias de sangue). Além disso, o colo do útero começa a se preparar para o nascimento, ficando mais fino. Esse é o momento em que o organismo começa a se preparar para o nascimento do bebê.

trabalho-de-parto-instituto-villamil-2O tampão mucoso (secreção semelhante a um catarro, que pode ter raias de sangue) também pode sair nessa fase.

Fase latente: 

Já a fase latente vem com contrações uterinas, normalmente dolorosas, mas ainda irregulares. Portanto, a mulher pode sentir a barriga endurecer a cada 20 minutos, 10 minutos ou em intervalos menores, como 4 minutos… Ao mesmo tempo, o colo do útero está afinando e dilatando chegando a cerca de 3-4 cm. Dessa forma, a mulher deve observar o seu corpo e os intervalos entre as contrações, sendo elas dolorosas ou não.

Nessa fase, as contrações ainda são suportáveis e a palavra-chave é paciência! Por isso, o ideal é que a mulher descanse, tome um banho quentinho ou faça alguma atividade prazerosa. 

Com o passar do tempo, o endurecimento da barriga vai ficando cada vez mais frequente, doloroso e regular. As contrações, que antes vinha a cada 30, 20 minutos, agora aparecem a cada 5 minutos! A partir daí, a mulher passa para outra fase do trabalho de parto.

trabalho-de-parto-instituto-villamil-3Na fase latente as contrações ainda são suportáveis e a palavra-chave é paciência!

Fase ativa: 

Na fase ativa é que se inicia o trabalho de parto propriamente dito. Nessa fase a mulher costuma ter intervalos de contrações regulares, por exemplo a cada 3-5 minutos, com cada contração durando até 60 segundos. Enquanto isso, o colo uterino já terá uma dilatação de cerca de 5 cm. A fase final do processo de dilatação costuma ter contrações mais dolorosas e quase ininterruptas, o que faz com que (grande) parte das mulheres pensem em desistir e até mesmo pedirem cesariana! Nesse momento, é ideal ter uma equipe e companheiro(a) que apoiem a mulher, que façam ela acreditar em sua força e capacidade. A fase ativa se estende até o colo uterino dilatar 10 cm!

trabalho-de-parto-instituto-villamil-4Nesse momento é ideal ter uma equipe e companheiro (a) que apoiem a mulher, que façam ela acreditar em sua força e capacidade.

SEGUNDO ESTÁGIO DO TRABALHO DE PARTO: 

Vontade de fazer força? Esse é o também chamado período expulsivo. O colo já dilatou 10 cm e a mulher sente cada vez mais necessidade de empurrar e ajudar o bebê a sair. Isso mesmo, a mulher sente a vontade de fazer força, ela sente os chamados puxos.

Mas e aquelas cenas de novela em que o médico manda a mulher fazer força? Esses são os chamados puxo dirigidos e podem ser necessários quando se usa algum medicamento para alívio da dor, a analgesia farmacológica, aquela aplicada nas costas. De acordo com a técnica de anestesia e a quantidade de analgesia administrada, a mulher pode não sentir as pernas, as contrações e os puxos naturais. Nessa situação, pode ser necessário uma ajudinha da equipe, que identifica a contração e pede para fazer força. 

No período expulsivo, algumas mulheres relatam sentir menos dor e mais pressão no canal da vagina. Também é comum também sentir certa ardência, queimação na região. Esse é o famoso circulo de fogo. Nesse momento o bebê está quase coroando e chegando ao mundo.

trabalho-de-parto-instituto-villamil-5Vontade de fazer força? Esse é o também chamado período expulsivo.

TERCEIRO ESTÁGIO DO TRABALHO DE PARTO: 

O bebê nasceu! Agora, outro “nascimento” deve ocorrer: o da placenta! Existem duas formas de se esperar a saída da placenta (e elas devem ser discutidas com o médico responsável, ok?!): a chamada passiva e a ativa. Na forma passiva o médico espera a placenta sair de modo natural, na hora dela. Já na ativa, com ajuda da ocitocina (que como se fosse uma vacina será injetada na mulher), ele irá retirar a placenta. A forma ativa reduz os sangramentos e faz com que esse estágio seja mais rápido. No momento em que a placenta sai é comum a mulher sentir uma leve pressão, mas nada que cause tanta dor como a do trabalho de parto. 

trabalho-de-parto-instituto-villamil-6O bebê nasceu!

QUARTO ESTÁGIO DO TRABALHO DE PARTO: 

Saiu o bebê, saiu a placenta, agora a mulher entra no chamado puerpério imediato. Nesse estágio o útero contrai, o sangramento é controlado… O médico ficará sempre vigilante nas condições da mãe. 

Trazer um bebê ao mundo envolve muitas etapas e muitos aspectos: envolve (muitos) hormônios, confiança no processo e no corpo que está pronto para parir.Também envolve se desconectar com o mundo, ativar seu modo quase primitivo e entrar na chamada partolândia. Além disso,envolve privacidade, um ambiente calmo e pouco luminoso. Envolve também uma equipe respeitosa e dedicada, capaz de trazer segurança para a mulher de que ela está no caminho certo. Mas envolve, principalmente, conhecimento. Um casal que conhece o processo se torna mais seguro de suas decisões. 

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 Por isso, converse com seu médico, sua enfermeira, sua doula, estude e se envolva nesse processo.

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