O QUE É A INFERTILIDADE CONJUGAL?
Comumente define-se infertilidade conjugal quando um casal que mantem relações sexuais sem proteção contraceptiva não consegue engravidar, após o período de um ano tentando. Usualmente, a partir desse momento, inicia-se a investigação das possíveis causas.
Porém, de acordo com a federação internacional de Ginecologia e Obstetrícia, esse tempo seria ainda maior: aproximadamente 2 anos de tentativas sem sucesso. Entretanto, quando falamos de mulheres que possuem fatores que são potenciais interferentes na fertilidade, até o período de 1 ano de insucesso parece muito. Dessa forma, algumas mulheres podem iniciar essa investigação antes do tempo, como aquelas que possuem mais de 35 anos e histórico de ciclos menstruais irregulares, por exemplo.
Existe ainda um estigma ligando a dificuldade de conceber com condições restritas as mulheres, porém, a fertilidade de um casal pode ser determinada por fatores femininos, masculinos ou mistos. Sabe-se que 10 a 15% dos casais apresentam dificuldades na concepção. Dentro desse número, temos que em 35% dos casos a causa é decorrente de fatores masculinos, questões ovulatórias 15% e condições tubárias em 35% dos casos. O restante das ocorrências envolve a infertilidade sem causa aparente (ISCA).
A fertilidade de um casal pode ser determinada por fatores femininos, masculinos ou mistos.
FATORES QUE INTERFEREM NA FERTILIDADE DA MULHER:
Os principais fatores femininos ligados a infertilidade conjugal podem ser divididos em 4 grupos:
Idade, hábitos e fatores ambientais:
A idade da mulher é ponto chave na fertilidade, considerando que essa declina gradativamente durante toda a vida reprodutiva. Os hábitos e fatores ambientais também são imprescindíveis de serem analisados. Estudos internacionais concluíram que aspectos como tabagismo influem diretamente nas chances de conceber.
Causas de origem ovariana ou ovulares:
Nesses casos, a infertilidade decorre de dificuldade ou ausência na maturação, crescimento de folículos e ovulação. Podem ser possíveis causas a síndrome dos ovários policísticos (SOP), a síndrome da anovulação crônica, baixa reserva ovariana e menopausa precoce.
Causas de origem no colo uterino e trompas:
As alterações de fertilidade nesse grupo decorrem em sua maioria de obstruções, provocadas por doença inflamatória pélvica prévia, endometriose ou má formações anatômicas, e alterações na secreção de muco cervical.
Causas uterinas:
As causas uterinas interferem diretamente na implantação do embrião no endométrio. Sendo assim, alterações na cavidade como miomas, adenomiose, pólipos endometriais e mal formações anatômicas, podem ser responsáveis por falhas de implantação.
Os principais fatores femininos ligados a infertilidade conjugal podem ser divididos em 4 grupos: idade, hábitos e fatores ambientais; causas ovarianas e ovulares; cervicais e tubárias; causas de origem uterina.
INVESTIGAÇÃO DAS CAUSAS DE INFERTLIDADE:
A investigação do fator feminino se inicia na consulta médica com especialista, com a anamnese e o exame físico. Informações sobre a idade, o tempo de infertilidade, antecedentes menstruais, sexuais e obstétricos, são importantes na pesquisa das possíveis causas. Bem como antecedentes clínicos e cirúrgicos e pesquisa dos hábitos e meio ambiente . Questões como peso e altura também devem ser observados.
A partir dessa análise clínica é possível definir a infertilidade como primária – paciente que nunca engravidou- ou secundária – paciente que já engravidou, mesmo que com outro parceiro.
Com isso, tendo em vista os achados iniciais, a propedêutica se torna mais direcionada, focando nos principais grupos causais. Exames como dosagem dos hormônios ovarianos, FSH, LH, prolactina e a realização de ultrassom endovaginal ao longo do ciclo são os caminhos mais interessantes a serem seguidos, quando referimos à causas ovarianas e ovulares.
Quando nos referimos as causas cervicais, os testes se baseiam na interação entre os espermatozoides e o muco cervical. Já a análise das causas tubárias é feita preferencialmente por meio da radiografia contrastada da cavidade uterina e trompas, a histerossalpingografia (HSG).
Quando estamos tratando de alterações na implantação, a investigação da cavidade uterina é feita preferencialmente por meio do ultrassom transvaginal ou HSG.
O ultrassom é uma opção de exame para avaliar os fatores femininos na infertilidade conjugal.
Por fim, é importante que, frente há longo tempo de tentativas sem sucesso, o casal procure assistência médica especializada e de confiança. A partir disso, será possível realizar a pesquisa de todas as possíveis causas, tanto na mulher quanto no homem, afim de traçar a melhor conduta para engravidar em breve.