Os cuidados com o recém-nascido e com o bebê nos primeiros meses de vida, vão além do atendimento às suas necessidades básicas, como: alimentar-se bem, dormir adequadamente, estar sempre limpo e seco, protegido do sol, do vento e ser mantido em ambiente seguro e arejado.
Os cuidados com a pele do bebê são benéficos e necessários. E aí é que entram todos os produtos de higiene, como: sabonetes, xampus, espumas de banho, antissépticos, além de hidratantes, cremes para prevenir assaduras, talcos, óleos, filtros solares e perfumes.
Todos esses produtos que tem a função de limpar e proteger pele e cabelos são considerados cosméticos.
O uso de cosméticos em crianças é diferente do uso em adultos?

Sim, sem dúvida. Principalmente considerando que as características da pele da criança são bastante diferentes do adulto. Apresenta maior fragilidade e sensibilidade.
Em vista disso, os produtos cosméticos infantis, passam por uma fiscalização mais rigorosa antes de ser liberado para venda. Além disso, são mais suaves, menos tóxicos e consequentemente causam menos irritação e alergias. Todos são testados e adequados às diversas faixas etárias e daí a importância de se atentar sempre para a indicação nas embalagens e respeitá-la.
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A escolha do produto a ser utilizado diariamente no bebê até 2 anos, pelo menos, deve ser bastante criteriosa, pois a pele do bebê é muito mais fina e sensível e absorve as substâncias aplicadas sobre ela de forma mais intensa.
É fundamental também que qualquer uso de cosméticos no bebê seja orientado pelo pediatra ou dermatologista, principalmente nos primeiros 2 anos de vida. Pois, a exposição precoce a diferentes substâncias químicas na pele, oferece mais chance de desencadear uma sensibilização e/ou alergia, o que pode trazer incômodos, vermelhidão e dermatites.
Quais os principais prejuízos do uso de cosméticos em crianças?

Crianças e adolescentes que utilizam de forma excessiva ou indiscriminada maquiagens ou cremes que não foram formulados adequadamente para sua pele, podem apresentar a “acne cosmética”, o que não raro leva ao uso de medicações. E isso poderia ser evitado com a diminuição ou a não exposição desnecessária a esses produtos.
O uso de produtos como maquiagens, esmaltes, tatuagens e tinturas ou alisantes de cabelo, estão começando a fazer parte da vida de crianças e adolescentes, cada vez mais cedo. E com isso, vem aumentando consideravelmente alergias no rosto e ao redor dos olhos, e irritações na pele das crianças como as dermatites na infância.
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Há inclusive estudos que apontam que algumas substâncias como conservantes e fragrâncias , podem causar efeitos hormonais ou até uma toxicidade neurológica, impactando em prejuízos à saúde infantil.
Sendo assim, quanto mais os pais conseguirem postergar o uso de cosméticos supérfluos pelas crianças, e quanto menor o número de produtos utilizados, melhor saúde elas terão.
Qual a idade segura para o uso de cosméticos?

Não há uma idade “segura” para indicar a introdução de produtos cosméticos. É de grande importância que os cosméticos utilizados na infância sejam seguros e que seu uso seja bastante criterioso.
Ainda que a sensibilização que provoca as alergias possa ocorrer a qualquer tempo e mesmo após várias exposições às tais substâncias, é preconizado por pediatras e dermatologistas que quanto menor a exposição a cosméticos na infância, melhor.
O prejuízo à saúde infantil ainda é pouco esclarecido em relação aos cosméticos, mas com certeza é potencializado pelo fato de estes serem utilizados repetidas vezes durante a vida.
Entre em contato com seu pediatra e procure se orientar sobre quais e quando utilizar os cosméticos nas crianças!
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